Uma simples questão, facilmente colocada por qualquer ingénuo observador, para o qual apenas faz sentido, pela observação, dizer que o sol nasce e se põe.
A graciosa taxa de rotação de 24 horas é uma das características que tornam o nosso planeta tão amigável à vida, permitindo que a maioria das partes da Terra se mantenham a uma temperatura agradável e confortável, pois deste modo são banhadas pela luz solar durante o dia e pela escuridão durante a noite.
Cada planeta do sistema solar tem a sua própria taxa de rotação única. O minúsculo Mercúrio, "chiando" mais próximo do Sol, leva 59 dias terrestres para girar em torno de apenas uma vez. Vénus, o segundo planeta, gira uma vez a cada 243 dias terrestres. Além disso, Vénus roda em sentido contrário à direção da órbita em torno do Sol, tal como Úrano e minúsculo planeta anão Plutão. Úrano "dorme mesmo" nessa tarefa, pois coloca o seu eixo de rotação quase apontado em direção ao Sol.
Por que a Terra e os outros planetas giram afinal? Ajuda se entendermos como nosso sistema solar se formou.
Quase à cinco biliões de anos atrás, o nosso sistema solar teve o seu início como uma vasta nuvem de poeira e gás. A nuvem começou a colapsar, achatando-se num disco gigante que girava cada vez mais rápido, assim como um patinador de gelo gira mais rápido quando fecha os seus braços. O Sol formou-se no centro, enquanto o gás e a poeira continuaram a rodar num disco à sua volta. Estes começaram a agrupar-se para produzir os planetas, luas, asteróides e cometas. A razão pela qual tantos objetos orbitam o Sol quase no mesmo plano (chamado a eclíptica) e no mesmo sentido, é que todos eles foram formados a partir deste mesmo disco.
Enquanto os planetas se estavam a formar, não havia muita paz no nosso sistema solar. Pedaços de matéria de todos os tamanhos colidiram muitas vezes e, ou se agruparam ou foram empurrados para fora a rodar.
Ajuda também entender que quanto maior um objeto, maior a gravidade (força de atração) que exerce sobre os corpos mais pequenos.
fonte: https://pixabay.com/static/uploads/photo/2015/12/30/05/43/a-total-solar-eclipse-1113799__340.jpg
Por vezes a gravidade dos grandes objetos capturou os menores em órbita. Esta foi uma das formas que os planetas adquiram as suas luas. Outra foi como se pensa que a nossa própria lua foi criada:
Os cientistas pensam que um objeto grande, talvez do tamanho de Marte, tenha colidido com o nosso jovem planeta, arrancando-lhe um pedaço de material que eventualmente se tornou nossa Lua. Esta colisão colocou a Terra a girar a uma velocidade mais rápida. Os cientistas estimam que um dia na vida desta Terra primitiva tinha apenas cerca de 6 horas de duração.
A Lua formou-se muito mais perto da Terra do que está hoje. Como a Terra gira, a gravidade da Lua faz com que os oceanos pareçam subir e descer (o Sol também faz isso, mas não tanto.). Existe um pouco de atrito entre as marés e a Terra a girar, o que provoca com que a rotação abrande um pouco. Como a Terra desacelera, ela permite que a Lua se afaste distância.
Podemos usar relógios atómicos extremamente precisos para medir exatamente o quanto a rotação está a abrandar. Cem anos a partir de agora, um dia será de cerca de 2 milésimos de segundo mais longo do que hoje. Dois milésimos de segundo é 1/500 de segundo, muito menos do que um piscar de olhos. Então, se vivermos até os 100 anos não notaremos grandes diferenças.
Contudo, esses mesmos cálculos estimam que a lua se afaste definitivamente do nosso planeta, daqui a mais ou menos 4 biliões de anos... entretanto daqui a 1 bilião de anos o Sol estará 10% mais quente...
Tema, em inglês, retirado do link abaixo:
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