A ciência e a
superstição do 29 de fevereiro
Um ano bissexto é
um ano que, em vez de ter 365 dias, tem 366, graças ao dia extra que
surge no final do mês de fevereiro. Mas porque é necessário esse
ajuste, e qual a sua história?
Palavras... A razão
científica para o 29 de fevereiro
O planeta Terra
demora perto de 365 dias a dar a volta ao Sol - "perto"
sendo a palavra de ordem. Na verdade, são 365.2422 dias, ou seja,
cerca de 365 dias e um quarto. Isto faz com que, para evitar um
desfasamento entre os meses do calendário e as estações do ano,
seja preciso acrescentar mais um dia a cada quatro anos, para
compensar os "quatro quartos" que, caso contrário,
ficariam perdidos. Se não existissem anos bissextos, demoraria 750
anos até que junho marcasse o pico do inverno no hemisfério norte.
Mas apesar de tudo,
a volta também não demora exatamente 365 dias e um quarto. Para
compensar a pequena diferença que se mantém mesmo acrescentando um
dia a cada quatro anos, é preciso tirar três anos bissextos por
cada 400 anos. Quem encontrou esta solução foi o Papa Gregório
XIII, no século XVI, quando introduziu o calendário gregoriano que
continua a ser usado pela maioria dos países hoje em dia.
Tiques... A inveja
do filho adotivo de Júlio César
Porque é que
fevereiro tem apenas 28 ou 29 dias, e não 30 ou 31, o que o tornaria
mais semelhante aos restantes? A chave está no Império Romano. Foi
sob Júlio César que foi implementado o ano bissexto a cada quatro
anos - e na altura, era o mês de agosto que tinha apenas 29 dias.
Quando o poder
chegou às mãos do seu filho adotivo César Augusto, após um
período tumultuoso, Augusto teve inveja que o mês que recebe o seu
nome, agosto, tivesse menos dias do que o de Júlio César, julho,
que tinha 31. Augusto optou por redistribuir os dias de forma a dar
31 a agosto, desfavorecendo fevereiro, que ficou com 28 ou 29.