quarta-feira, 16 de março de 2016

Palavras... sobre pensamentos astronómicos...

Grandes estruturas detetáveis no Universo Visível

 As descobertas científicas têm em muito contribuído para uma significativa melhoria das condições de vida da humanidade, por exemplo, no campo da saúde, aumentando a esperança média de vida e um envelhecimento mais condigno; no campo das construções, com a descoberta e o desenvolvimento de novos materiais e técnicas, influenciando também (o pensamento e) a arte; na criação da dita "sociedade da informação", onde cada um pode aceder aos conteúdos das mais variadas áreas do conhecimento, bem como levar a sua voz (e ideias) a quase a todos os cantos do mundo, entre outros.

 Para que todo este processo se desenrolasse, foi necessário que o "homem" tivesse mais conhecimento de onde está, de onde vem e para onde poderá ir. Sem dúvida que o pensamento sobre a sua condição e fragilidade foi fundamental.

 A certeza do seu lugar no "Cosmos", como dizia Carl Sagan, a bordo deste nosso "pálido ponto azul", evidenciou e propulsionou a descoberta, entendimento e usufruto de um sem número de "forças" que nos trouxe, para o bem e para o mal, o mundo em que atualmente vivemos...

 Se hoje temos a certeza, no campo da genética, do nosso passado evolutivo comum com os restantes símios, no campo social, que toda a nossa ética e moral, passou de geração em geração, assente em alegorias importantíssimas para a nossa própria definição enquanto seres humanos, a mesma certeza não temos e talvez nunca teremos sobre a génese de tudo o que avistamos...

 Assim, estes meus "pensamentos astronómicos" foram inspirados nas duas imagens que coloco abaixo, acompanhadas das devidas referências, os ditos links, que me (nos) deixam a sonhar sobre o que mais descobriremos na vastidão do cosmos que nos rodeia, e que mais aprendizagens e usufruto delas retiraremos... isto se não nos aniquilarmos uns aos outros, cortesia de um qualquer fundamentalismo...

 Pó estelar em torno de uma estrela "idosa", que me fez lembrar nuvens que se formam e deslocam nos nosso céus:


 Conjuntos de aglomerados de galáxias, conhecidos como "Grandes Paredes", que fazem lembrar as redes neuronais existentes no nosso próprio cérebro:


 Enfim... quase parecemos fazer parte de um enorme organismo (ou paisagem) do qual não temos percepção, que não mais não somos que de um sinal bioelétrico a passar de um neurónio para outro...

CC-BY-SA
Sérgio Aleixo
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