quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Palavras & Tiques... de 29 de fevereiro.


A ciência e a superstição do 29 de fevereiro


  Um ano bissexto é um ano que, em vez de ter 365 dias, tem 366, graças ao dia extra que surge no final do mês de fevereiro. Mas porque é necessário esse ajuste, e qual a sua história?

Palavras... A razão científica para o 29 de fevereiro

  O planeta Terra demora perto de 365 dias a dar a volta ao Sol - "perto" sendo a palavra de ordem. Na verdade, são 365.2422 dias, ou seja, cerca de 365 dias e um quarto. Isto faz com que, para evitar um desfasamento entre os meses do calendário e as estações do ano, seja preciso acrescentar mais um dia a cada quatro anos, para compensar os "quatro quartos" que, caso contrário, ficariam perdidos. Se não existissem anos bissextos, demoraria 750 anos até que junho marcasse o pico do inverno no hemisfério norte.

  Mas apesar de tudo, a volta também não demora exatamente 365 dias e um quarto. Para compensar a pequena diferença que se mantém mesmo acrescentando um dia a cada quatro anos, é preciso tirar três anos bissextos por cada 400 anos. Quem encontrou esta solução foi o Papa Gregório XIII, no século XVI, quando introduziu o calendário gregoriano que continua a ser usado pela maioria dos países hoje em dia.

Tiques... A inveja do filho adotivo de Júlio César

  Porque é que fevereiro tem apenas 28 ou 29 dias, e não 30 ou 31, o que o tornaria mais semelhante aos restantes? A chave está no Império Romano. Foi sob Júlio César que foi implementado o ano bissexto a cada quatro anos - e na altura, era o mês de agosto que tinha apenas 29 dias.

  Quando o poder chegou às mãos do seu filho adotivo César Augusto, após um período tumultuoso, Augusto teve inveja que o mês que recebe o seu nome, agosto, tivesse menos dias do que o de Júlio César, julho, que tinha 31. Augusto optou por redistribuir os dias de forma a dar 31 a agosto, desfavorecendo fevereiro, que ficou com 28 ou 29.

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